
LED - Light-Emitting Diode - Diodo Emissor de Luz
Um LED (Light Emitting Diode) é um dispositivo semicondutor (diodo) composto por dois terminais, um anodo e um catodo, que tem a propriedade de emitir luz (fótons) quando percorrido por uma corrente elétrica. Ele é construído a partir da junção de dois materiais, um do tipo P e outro do tipo N, organizados de forma a permitir o fluxo de eletricidade em apenas uma direção.
A luz é produzida quando o LED está em polarização direta, o que acontece quando a tensão no anodo é mais positiva que no catodo por uma diferença mínima chamada tensão direta (forward voltage). O brilho resultante depende diretamente da potência elétrica aplicada e, como a tensão do LED permanece aproximadamente constante enquanto ele está ativo, o controle da intensidade luminosa é realizado através do ajuste da corrente.
No desenvolvimento de sistemas embarcados, é fundamental observar os seguintes conceitos técnicos:
- Necessidade de Resistor: Quando um LED entra em condução, ele se torna um curto-circuito quase perfeito; por isso, é obrigatório utilizar um resistor em série para limitar a corrente e evitar que o componente seja danificado ou "queime".
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Cálculo de Proteção: O valor do resistor limitador é obtido pela Lei de Ohm:
\(R = \frac{(V_s - V_f)}{I}\),
onde \(V_s\) é a tensão da fonte (como os 5V de um Arduino), \(V_f\) é a tensão direta do LED (cerca de 1,8V para um LED vermelho comum) e \(I\) é a corrente desejada (geralmente entre 10mA e 20mA).
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Polaridade: O LED é um componente polarizado; o anodo (+) é normalmente o terminal mais longo e o catodo (-) possui um chanfro ou lado chato no corpo plástico do componente.
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Aplicações: Em projetos com microcontroladores, os LEDs atuam como atuadores simples, servindo como indicadores visuais de estado do sistema, monitores de processamento (heartbeat) ou emissores de sinais infravermelhos em controles remotos.
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Variedades: Existem ainda LEDs multicoloridos (RGB), que integram elementos de cores primárias em um único encapsulamento, permitindo a criação de diversas cores através do controle individual de cada elemento.
A integração de LEDs é tão comum que quase todo sistema embarcado possui ao menos um para testes iniciais, sendo o programa que o faz piscar (o famoso Blink) considerado o "Hello World" da eletrônica.
Através de um pino de microcontrolador, configurado como saída, pode-se realizar o acionamento do LED. Este pino pode estar fornecendo corrente como fonte (source) ao ramo ou drenando (sink) corrente dele.
| Ligação do pino como fonte (Source) | Ligação do pino como dreno (Sink) |
|---|---|
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O pino do uC possui limitação de corrente, que pode variar a depender do modelo ou fabricante.
A corrente máxima por pino é de 40 mA, de acordo com o Datasheet (AVR ATmega328P, capítulo 28.1 Absolute maximum ratings, pág. 258), que é o microcontrolador do Arduino Uno. Este valor varia de acordo com o dispositivo controlador, sendo assim, sempre consulte o manual do fabricante do controlador que está sendo utilizado.
A vantagem de utilizar o pino como fonte é trabalhar com uma lógica direta, em que o estado lógico 1 (verdadeiro, +5V) produz o acionamento do LED, enquanto que na configuração do pino como dreno a lógica de acionamento é invertida, pois para produzir o acionamento do LED o pino deve estar em estado lógico 0 (falso, 0V).
Referências
- LIMA, Charles Borges de; VILLAÇA, Marco V. M. AVR e Arduino: técnicas de projeto. 2. ed. Florianópolis: Edição dos Autores, 2012..
- VALVANO, Jonathan W. Embedded Systems: Introduction to ARM® Cortex™-M Microcontrollers. 5. ed. [S.l.]: Jonathan Valvano, 2014. v. 1..
- SAP-1 (Simple-As-Possible Computer 1).

